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CRÍTICAS

"Você não vai acreditar na maravilhosa solução encontrada para resolver a questão do excesso de mortes em uma peça infantil, nessa trama recheada de inveja, cobiça e disputa por poder. Tudo se dá como em números de mágica de circo, com a ajuda de uma espécie de trono-catapulta, armadilha que arremessa os corpos para bem longe. Genial, a ponto de podermos dizer que esse trono se torna o personagem principal da montagem. Parabéns a todos. Salve São Shakespeare! Como sempre, o grupo brilha e surpreende com seu sopro de renovação e, sobretudo, de ousadia. Outra tragédia, em que mortes e maldades se acumulam a cada cena, vira um espetáculo divertido, ágil, brincalhão  sem descaracterizar a trama e as principais características dos personagens do original”.

Dib Carneiro Neto (Crítico, jornalista e dramaturgo, Revista Crescer, 2014), sobre o espetáculo Bruxas da Escócia.

"Está tudo ali. O Rei foi assassinado. Ofélia enlouquece e se suicida, o pai e o irmão dela são mortos e Hamlet consegue se vingar do tio. Mas não há motivos para os pais e acompanhantes se preocuparem. O mérito da ótima O Príncipe da Dinamarca é não omitir nada de Hamlet - escrito originalmente entre 1599 a 1601 - e, ao mesmo tempo divertir a criançada. Trata-se da terceira, e melhor, investida do diretor e autor Angelo Brandini."

Clara Nobre de Camargo (Veja SP, 2011), sobre o espetáculo O Príncipe da Dinamarca.

“Agora Brandini e a Cia. Vagalum Tum Tum voltam a investir no universo do bardo inglês (e aliviá-lo) em O Bobo do Rei, baseado em Rei Lear. O resultado é hilariante. E o melhor: não sobra um pingo de tragédia. Elenco afinado: músicas, comédia dell´arte e palhaçadas abrandam o texto de Shakespeare”.      

 Luiz Fukushiro (Revista Veja, 2010), sobre O Bobo do Rei.

 

“Nesta gangorra de crueldade e fraquezas, o espetáculo Othelito semeia o universo shakespereano para o público infantil o que não é pouco e ainda enreda os pais pela maneira inteligente que a dramaturgia os trata”.

Valmir Santos (Crítico Teatral) sobre o espetáculo Othelito-2009.

Macbeth já foi montada de diversas formas. Com todas as nuances de densidade. A Cia. Vagalum Tum Tum encara o desafio de levar peça para o universo infanto-juvenil. Utilizando para isso as técnicas do palhaço, da Comedia Dell´arte e dos Bobos. E eles vencem essa difícil batalha. As mortes e maldades na encenação entram na lógica do palhaço, onde os defeitos são ampliados em gestos largos, em repetições, em gags. O jogo de corpo explora as deformações morais e inabilidade de alguns personagens. O elenco – formado por Tereza Gontijo, Christiane Galvan, Anderson Spada, Val Pires, Layla Ruiz, Erickson Almeida – domina plenamente o métier. Mas a peça Bruxas da Escócia preserva o tônus do original. Da ambição pelo poder que deixa os homens insensíveis, da cobiça que passa por cima das pessoas, do juiz da própria consciência que aciona tumultos mentais. Não é uma peça para rir muito, embora haja momentos engraçados. O território de Macbeth é sombrio, apesar do colorido dos figurinos e do cenário. E é muito boa essa iniciativa da cia de levar Shakespeare para crianças. Com a tradução facilitadora que me parece necessária. Eu adoraria ter tido essa oportunidade na infância. Melhor para os filhos e netos.

Ivana Moura – (Satisfeita Yolanda – Site de crítica teatral- Recife- PE -2016) sobre o espetáculo Bruxas da Escócia.

 

“A essência de Henrique V, na visão de Brandini, está na transformação radical do personagem principal, que terá de passar de príncipe fanfarrão inconsequente a rei responsável e corajoso.Para tanto, ficam perdidas pelo meio do caminho as amizades da juventude. Quer tema mais apropriado do que esse para fisgar o interesse dos jovens? A inteligência da adaptação foi centrar forças nesses assuntos que são muito caros a todos nós em nossos ritos de passagem da adolescência para a vida adulta: perder amigos, desfazer amizades, fazer escolhas, ou seja, tudo isso que faz parte do que se chama de ‘crescer’. É um assunto sério, de tema pungente. Amizade é coisa preciosa. Mas o grupo faz um espetáculo hilariante, pleno de vigor, gags circenses, números de picadeiro – sem perder, com tanto humor e vitalidade em cena, o tom comovido e compungido da trama – afinal,trata-se de perder para ganhar, abandonar o passado em nome de um futuro melhor, trair amigos em função de uma missão nobre. Os preços que se pagam na vida. Impossível não se emocionar.

Você não vaiacreditar na graça das canções, na competência das letras, no poder dos arranjos em perfeita consonância com as propostas da ágil direção. Escrich supera-se a cada novo trabalho, assim como Brandini. Henriques, da Vagalum Tum Tum, veio para ficar. Nopanteão dos grandes espetáculos. “Para todas as idades.” 

Dib Carneiro Neto é jornalista, dramaturgo (Prêmio Shell 2008 por Salmo 91), crítico de teatro infantil e autor dos livros Pecinha É a Vovozinha e Já Somos Grandes, entre outros. Sobre o espetáculo Henriques-2016.